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Paragominas, segunda-feira, 17 de maio de 2010

UFABC colabora em projeto de 1ª missão espacial brasileira para o espaço profundo

A primeira sonda com tecnologia brasileira a explorar o espaço profundo, denominada Missão ASTER, terá a colaboração dos professores da UFABC e deverá ser lançada em 2015 caso seja confirmado o plano inicial de desenvolvimento do projeto. Professores do curso de Engenharia Aeroespacial da universidade têm participado de workshops onde são discutidas as implicações técnicas e logísticas do projeto que deve obter colaboração russa.

O projeto básico prevê a exploração do asteróide 2001-SN263, localizado a cerca de 11 milhões de quilômetros da Terra. A sonda seria construída sobre uma plataforma russa e contaria com a tecnologia de propulsão iônica desenvolvida no Brasil pela UnB e o Inpe. O plano inicial é lançá-la de um submarino por meio de um foguete espacial russo.

Outra opção é utilizar um foguete da Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa aeroespacial binacional criada por Brasil e Ucrânia em 2003. Nesse caso, o lançamento ocorreria na base de Alcântara, no Maranhão.

Os professores da UFABC ficaram encarregados, nessa fase do projeto, de estudar o desenvolvimento de dois instrumentos de observação do asteróide: altímetro laser e o espectrômetro infravermelho. "Estudaremos as especificações, verificaremos quem pode fabricar e pesquisaremos experiências de missões similares de outros países", explica Luiz Martins, um dos professores da universidade envolvidos no projeto.

Orçada inicialmente em US$ 35 milhões, a missão aguarda ainda a inclusão no Programa Espacial Brasileiro para sair do papel. De acordo com o avanço das tratativas, a série de workshops dará lugar aos trabalhos técnicos mais específicos nos laboratórios do Inpe.

A magnitude dos objetivos da missão seria convertida no domínio de tecnologias pouco exploradas no Brasil e daria margem a aplicações que extrapolam o uso aeroespacial, segundo Martins. "Com o conhecimento adquirido, teríamos, por exemplo, a possibilidade de dotar casas com geração própria de energia elétrica a partir de conversão da energia solar, obter a capacitação tecnológica para a indústria aeronáutica, além de alcançar conhecimentos científicos, envolvendo físicos e químicos brasileiros, sobre a constituição de nossa galáxia".

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